Observatório Nacional

DiversificaData

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— Rafaela Cuoco
SCROLL
// Observatório Nacional da Comunidade Trans, Travesti e Não-Binárie

Existimos e Permaneceremos

Nos encontramos atravessando distâncias entre o presencial e o digital, entre trajetórias individuais e a construção de algo coletivo, para marcar um momento simultaneamente político e profundamente sensível.

Historicamente, nossas existências foram empurradas para as margens por uma omissão deliberada, não por falta de presença ou de voz. Viver sob esse apagamento cobra um preço alto que se reflete na dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, nas lacunas do cuidado com a saúde e na constante negociação de direitos básicos que deveriam ser, por natureza, inegociáveis.

Mas hoje, esse cenário muda. — Ellie Nakamura
// Relatório Analítico de Base Exploratória

O DiversificaData consolida evidências de levantamentos realizados no âmbito de iniciativas voltadas à comunidade trans, travesti e não-binárie, especialmente no projeto TransDevs, com orientação e apoio institucional da Fiocruz/ENSP. Estruturamos ao final deste documento nosso:

Repositório de Direitos e Ferramentas de Denúncias

REALIZAÇÃO DiversificaDev
APOIO INSTITUCIONAL Fiocruz ENSP
RECRUTAMENTO E RH FILTRAM IDENTIDADES 62% Alta Formação 9.1% No Mercado
// Educação & Empregabilidade

O Paradoxo da Qualificação

A DiversificaDev há anos oferece formações gratuitas para a comunidade trans, travesti e não-binárie. Diante da tentativa histórica e deliberada de confinar identidades sub-representadas ao isolamento das margens e ao apagamento, uma prática predominante no mercado de trabalho, evidenciamos:

Mais de 62% da comunidade possui superior completo ou cursando e somente 9.1% com inserção no mercado. Currículos são silenciados pelo filtro de identidade e não por falta de qualificação ou competências.

Levantamentos realizados na comunidade revelam que, começando na área de Recrutamento sempre em união ao RH, filtram identidades trans, travestis e não-bináries, sustentando a falsa narrativa de 'falta de talentos qualificados'.

É fundamental destacar este recorte metodológico: enquanto dados nacionais da ANTRA indicam que apenas 0.3% da população trans e travesti acessa o ensino superior, nosso recorte reflete uma base específica de talentos em tecnologia. O índice de alta formação em nossa rede evidencia que, mesmo quando a barreira educacional é rompida, o mercado de trabalho mantém a exclusão com o "filtro de identidade".

Transforme esses dados em ações e conecte-se a rede.

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EMERGÊNCIA

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Urgências em 60 dias
// Saúde & Bem-estar

Afeto como Infraestrutura

"Ser uma garota do job significa fazer 'sexo sem sentido' através do dinheiro para, às vezes, simplesmente sobreviver no mundo. A esperança reside nos estudos. Uma formação transforma pensamentos e previne escolhas equivocadas. Valorize-se como mulher, independente do gênero, cis ou trans. A independência floresce com conhecimento e bem-estar." — M.I. Aluna do TransDevs e acolhida no Afeto em Rede.

Após anos oferecendo formações para a comunidade trans, travesti e não-binárie, compreendemos que oferecer apenas formações não bastava. Ensinar a codar não basta, se não houver acolhimento, rede de apoio, escuta e segurança emocional, o acesso não se sustenta. Por isso, criamos a iniciativa Afeto em Rede, onde recebemos solicitações de atendimento para escuta e acolhimento conduzida por profissionais voluntários.

O que era para ser um suporte tornou-se um sensor de urgência: em apenas 60 dias, registramos 242 solicitações de emergência. Esse volume absurdo de demanda, que nos forçou a pausar as inscrições para reestruturação, é o dado que o mercado ignora: 82% das nossas desistências não são por falta de capacidade, mas por falta de estruturas de apoio emocional e acolhimento.

A "porta giratória" de talentos, mantida pela negação do afeto e do direito básico de sustentar a própria vida com dignidade, é um ciclo que estamos rompendo. Para o mercado, somos números em inércia, aqui somos comunidade e acolhimento, somos o pulso que sustenta a estrutura.

Acesse nossos protocolos e relatórios exclusivos sobre saúde mental e retenção de talentos trans.

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ACESSO
Invisibilidade
Pessoas Trans
(Brancas)
Não-Bináries
Travestis Pretas
(Exclusão)
// Direitos & Cidadania

Cistema de Acessos

O radar do cistema de acesso impõe filtros para decidir quem apenas apagar da malha corporativa e quem ativamente aniquilar. A exclusão não é um erro sistêmico, é uma lógica de filtros invisíveis projetada para fragmentar a potência da comunidade trans, travisti e não-binárie.

Nossos levantamentos revelam que a "Diversidade" vendida em relatórios de ESG é uma mentira que apaga as especificidades da dor. Tratar a comunidade como um bloco único ignora que Travestis e Mulheres Trans Pretas são os alvos preferenciais da necropolítica brasileira.

Travestis e Mulheres Trans Pretas são sistematicamente empurradas para a zona de vulnerabilidade. Tratar Diversidade como bloco único em relatórios de ESG é continuar apagando essas violências específicas.

Não seja o filtro que apaga. Conecte-se e seja a estrutura que sustenta.

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// Repositório de Direitos e Ferramentas de Denúncias

Ecossistema de Inteligência

O DiversificaData não opera isolado. Unimos nossa inteligência demográfica a um ecossistema tático que orienta e fortalece nossa produção. Acesse abaixo os protocolos, materiais de defesa e canais de denúncia mantidos por nossa rede de parcerias.

// Faça parte da nossa rede

Entrar em Contato

Convidamos instituições, empresas parceiras e aliadas a somarem recursos, dados e presença a este projeto. Ao integrar nossa rede, você apoia nossas iniciativas e ganha acesso a consultorias especializadas e relatórios analíticos exclusivos.

root@diversificadata:~

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Conexão Estabelecida!

Dados recebidos com sucesso. Nossa equipe analisará as informações e retornará o mais breve possível.

// ⁠Nota de Transparência

Em respeito às transepistemologias, reconhecemos que esta edição foi consolidada sob uma lente limitada pela cisnormatividade, ainda que conte com o apoio e validação da comunidade trans, travesti e não-binárie. Reafirmamos nosso compromisso de que o corpo seja fonte legítima de saber, transicionando para que as próximas produções, da formulação à análise, sejam consolidadas pela comunidade.

// REFERÊNCIAS, FONTES E METODOLOGIAS
  • [1] ANTRA (2024): Nota Técnica sobre Cotas Trans e o cenário educacional brasileiro. [Acessar]
  • [2] Fiocruz/ENSP: Orientação metodológica e validação do Observatório DiversificaData.

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